Um sonho de liberdade

A mente não queria ser mãe
Mas carrega os desejos do mundo
Ela vem para misturar, vem para separar
Dizendo-se ser feliz...
Queria eu, ter uma mente virgem
Afastada dos desejos do mundo
Para não esgarçar as estrelas
Embalsamada nas sombras
Queria eu sentir a magia
Nas sensações de prazer
Neste globo da morte
Regado de má sorte
Queria eu ter o corpo fechado
Para os fantasmas do mundo
Onde o silêncio me absorve
Entre berros e assobios
Como um soldado do violão
Sobrevivente da insensatez
Espalho sêmen em segredo
Como uma sombra de carne febril
Internado nesta gaiola de loucos
Suspiro, transpiro, arrepio,
Como se tudo fosse à primeira vez...
Sem a eterna melancolia.
Fernando A. Troncoso Rocha


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