domingo, 16 de março de 2008

Peregrino




Sigo o meu sonho de liberdade
Com o calor lúbrico do sol
Sacudido pelos vendavais
Do velho lar paterno
Tão senil, tão gentil...

O precipício é o céu
Deste enlace de amante
Divino e bálsamo
Onde me cala a ansiedade
No meu paternal sacrário

Eu, entre os criadores do entretenimento
Faço parte da parte técnica
Nesta mania de dirigir
As almas pasmas de si
Onde os astros morrem lento

Neste elenco que se ensaia até a exaustão
Tento viver, onde o perfume embalsama os ares.
Dou a mão, ao sorrelfo que é de lájea fria
Com os meus versos de sombra exilada
Nesta escuridão dos altares

Pai, suplico tempo nesta pousada
Para me banhar-me na cruz
Sem fé e sem luz
Nestas estrofes que gaguejo
Onde o trono, é o poema...

Fernando A. Troncoso Rocha

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