terça-feira, 15 de abril de 2008

A estória não termina assim



Invoco os antepassados
E vejo sonhos aleatórios
Em que a terra não está à venda
Mas demarcarão tudo...
Até a minha imaginação!

Realismo ou virtuosismo...
Neste palanque de sedução
Entre as lembranças que fortalecem
Algum roteirista de qualquer tempo

Fluindo ao vento de liberdade
Vejo a fera em meu coração
E vejo o crocodilo
Vertendo lágrimas de consciência

Há razões para a guerra
Que não tenho coragem de lutar
Mas quem sabe, com as minhas palavras
Faço mágica!
E saiam das cavernas, as ninfas de Gaia

Desta minha invasão de domicílio
E talvez, por ter perdido a minha doçura
Choro neste panorama de realidade
Aonde a minha emoção ainda reina
E sobra-me, apenas ser um operário

Ah, palco que não é iluminado
Vertes o ostracismo ao meu espírito
De cenógrafo assistente de meus antepassados
Neste duelo, que até a morte possa ser de glória
Mas até lá
Deite-se comigo
Mas não enterre o meu coração


Fernando A. Troncoso Rocha

A espera de um milagre


Hoje, toda minha dor transbordou
O remédio não foi suficiente

E a vontade de beber era tanta...
Eu sabia que não haveria volta


Ah, doce ignorância

Dentro da cela está girando, chefe!

Peço ajuda

Pois o motim foi armado

Até os ratos abandonaram o navio


O delírio toma conta
Mas as cicatrizes denunciam

O milagre de Deus

Lembra-se!
Fomos ao hospital

Diferente é claro

Mas assim como sonhávamos


Hoje, de orgulho ferido
Sonho aqui de miolo mole

Com a vida que eu só sonhei


Vem! Vamos jantar...

Deus é ótimo
Deu-me o mal e o bem

Para eu decidir, qual é o meu bem


O inferno está em mim
E não em que me criou

Afinal, sonego os meus impostos


Como eu posso

Em meu ato de bondade, denunciar

Se nunca fizemos nada

Para evitar a morte

Da obra prima de Deus.


Fernando A. Troncoso Rocha