domingo, 16 de março de 2008

Solidão




Fardo majestoso impresso no choro
Delinqüente e vil de enfermas matérias
No ritmo tardo do vigor, que traça infinitos soluços
Complica e espreita a carne, eu bem o sei!

Adormecido na cabeça, ele faz, Psiu!
No calafrio de histeria, como vaga-lume...
Conhece todos os afagos, em êxtase da fútil presa
Nesta posse brusca, que desrespeita quem sou

Gozo obsidente que fascina, bem o vê
Em ser lírico como amante de plebe amiga
Nesta simbólica ternura que não desmente

Meu suspiro insensato do abismo
Dionisíaco de fúria sombria que me constrange
Faz-me refém, na volúpia desta amargura.


Fernando A. Troncoso Rocha

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