domingo, 16 de setembro de 2007

Assassinando a academia de letras.




Entre scraps, post e Messenger

Vemos nossas ironias.

Metamorfose da escrita mal escrita.


Fugitivos da escola dão aula

Em suas nobres artes a cantar.

Espalham suas amarguras...

Espalham suas alegrias...

Espalham suas venerações...

Espalham suas mentiras...

Como senhores das letras.


Homicidas de seus próprios seres

Iconoclastas de suas vidas

Na amurada sagrada, que o mundo os criou!


De morte em morte

Riem de suas sublimes sortes

Como lindos iconoclastas de sua arte.

Escrevem, seduzem, mentem como ninguém

Na quimera, de seus murmúrios sagrados.


Ah que sorte eu tenho, neste mundo incontentado.

Faço filhos na sombria desgraça

Ajudando assassinar a academia de letras.


Oh, ter sorte eu tenho...

Por dizer cousas e que não se diz!

Mas minh’alma foge, com a brisa feliz

Assassinando a academia de letras.


Fernando A. Troncoso Rocha.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007


Poetas II.


O poeta sente...

O poeta chora...

Fonte límpida do que ele suspira.


Forja!

Sentimentos alheios

Em seus devaneios.


Marca, com toda sua alma

Todos os seus anseios.


Em seu silêncio

Desperta

Agride, e ama...


No manso e no intimo

Procura curtir a sombra de sua alegria

Na fortuna de alguma alegoria.


Entre a lassidão que nos ensina

Verte ao tão largo, verte ao tão longo, verte ao tão lento

Angustia incomodada em algum pressentimento.


Num gemido que dói no crânio

Aprofunda e acha o sentimento

No moribundo aspecto do mundo.


Fernando A. Troncoso Rocha.

domingo, 2 de setembro de 2007


Estória, amor e vida.


Voltado para a vida

Mas distraído e absorto.

A matéria saudava a alma

Num gesto largo e demorado.


Confiei num céu aberto

No beco de minha peregrinação.


Quebrou-me asas

No jardim submerso

Num gesto de magia.


Minha amada e amiga!

Eu declamo num soneto

Através da iluminância do amor.


Do que preciso?

Se eu tremo no desejo

De teu hálito túrgido

Que respira minha insanidade.


Ah donzela!

Se posta entre as donzelas

Irreverente e maternal

Eu transpiro serenidade.


Doce paisagem erma

No dom sagrado que Deus nos deu.

Conforta o coração

Que a dor afeiçoada, não nos venceu.


Edificaste do calvário

O templo do amor.


Eu te amo...


Fernando A. Troncoso Rocha.


Crise existencial.

Cultivei amores e dores
Felicidade, que segredas coisas irreais.
Amei só aos pedaços
Afeiçoado em ser cruel.

Vida amarga!
O amor, uma paisagem erma
Frágil e dolorida.

Se dor fosse tudo na vida
A morte seria a essência do bem.

Tremo e derivo...
Aos pedaços do que amei
Onde a dor venceu.

Bem-aventurada a esperança
Onde morre a inconsolável mágoa
Que inquieta, ansiosa
Conforta como um dom sagrado.

Fernando A. Troncoso Rocha.


Inspiração.

O portal, era de poesia
Melodias surgiam...
Imagens, de divina harmonia.
Poente do simples desejo
Que era de pura ternura.

Em ciclos de arroubo
As feridas e as bênçãos
Desfalece a alma
No incerto coração que chora e ri.

O crepúsculo cai, na alvura de alguma benção
Na voz ritma como o murmúrio
Entre as sombras, da prisão de algum peito.

Fernando A. Troncoso Rocha.