sábado, 21 de junho de 2008

Segredos da razão de viver


Segredos da razão de viver


O encanto das palavras reflete na mente. O silencio amordaça o grito e embarga a resposta através de um suspiro, vela a mente na face do eterno, onde sofre alguém.

O desencanto ao discurso

Silenciou meu capricho
Refletiu na mente um suspiro
Que atormenta

E assombra em velhos prantos


Conserva a cantiga

Vasta e vazia

No sopro da brisa isenta

Que hesita e apavora

Retornando sempre ao ninho


Este vulto incerto e inteiro

Embarga minha fala

Diante da cruz de teu altar

Donde jazia o moribundo
Que fazes voltar amar.


Fernando A. Troncoso Rocha

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Rodeando o abismo


Rodeando o abismo


O vento da ansiedade

Fez-me tremer e agonizar

Com o grito embargado

Que conserva a presa

À espera do vedado éden


Quisera eu amar

Donde ninguém me ergue

Nas trevas e no horror

Que murmura o mau gosto

Firmando o paraíso no inferno


Mas como sou um gênio

De longe te vejo

Donde a brisa me traz mais amor

De tua terra de flores

Cheia de espinhos e rancores


Rolo-me em baratos

Navego no Dédalo profundo

Onde tudo é meu

E a razão já se me perde

À sombra deste arvoredo.


Fernando A. Troncoso Rocha

sábado, 7 de junho de 2008

Marginais, filhos do álcool


Marginais, filhos do álcool


Com prosas inextricáveis

E fórmulas pseudo-matemáticas

Para impressionar os incautos

Engordativos e dietéticos

De propriedades contraditórias


Bufões revolucionários

Pop!

Em boas piadas grosseiras

Na ditadura do proletariado do século XXI...

Que recicla o repertório

Com falas de Einstein


Filósofos de ética

Do terror jacobino

Em suas ironias

Infratora às autoridades

Contra o julgo opositor


Reticentes e independentes

Sob a pirotecnia de suas citações

Ocultam sua linguagem de bizantinismo

Empoeirados em idéias monstruosas

Donde tudo compensa,

Em nome de suas revoluções...


Programáticos de filósofos históricos

Escavam sebos de primeira infância

Réus sozinhos de suas marginalidades

Entre pequenos círculos de conhecimento

Ensaísticos à ficção de seus pequenos universos


Experiências de choques e desentendimentos

Raivosos e pitorescos

Cujo rompimento é sentido e não é claro

Às leis expressivas da sociedade

No mal-entendido da besta erudita


Mas há o lícito,

Em que qualquer filósofo

Lança a sua pregação

Na hospedaria protegida

Que trucida a sua mente

Senil de contos e ensaios marginais


Em belezas e suspiros

Que não economizam ferocidades

Anoto as devidas proporções

E digo!

Nem tudo que reluz é ouro

Nesta terra dos incautos


Encurralados de sabedoria,

Medíocres! Em suas casas de vã filosofia

Autoritário e segregado

Dos impuros as suas vis-à-vis filosofias

Destilam sabedoria,

Homeopáticas de vossas molecagens


Poderosos no mundo da ignorância

Intrinsecamente complicado

Do mundo maravilhoso e tresloucado

Em distinguir o melhor do pior

No frágil afeto de segurança emocional


Na farra cruel do despreparo para a vida

De escolhas pessoais, e patriarcados...

Em regras frígidas de alegre bagunça


Perturbados em seus dilemas fundamentais

Indiferentes e extravagantes...

No velho principio inegável e imortal

De honrar seus pais e suas mães

Espreitando a privada de Gomorra

Tentando nos entreter ao nada

Longe de serem os favoritos de Deus.


Fernando A. Troncoso Rocha

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Música


Música


[Bee (m) – th – oven]
Em espírito e suspiro
Diáfano amoroso
Do Quebranto da essência

Um flerte suave
Que [Bee (m) – th – oven]
Preces do céu
Em notas sentidas.


Fernando A. Troncoso Rocha

domingo, 1 de junho de 2008

Por você


Por você




Por dicas de sedutores

Davam-me a imagem

Que poderiam ser de filantropia

O amor até então, não era o de deleite

O amor, era só por distração...


Na força de teu sorriso

Desabaram as teorias de cientistas

Diante da galhardia de teu coração

Fez-me crer em versos brilhantes

Na orgia de meus neurônios


Hoje sem você

O filme é preto e branco...

Sou amante sem namorada...

Sou réu, teu lânguido poeta...

Que segue seu pensamento na lua


Mas por você

O meu desejo não tem fim

O neologismo tem história

Em diferentes reações ideológicas

Sem a forma inquestionável da razão

Nesta idéia perseguida, com interesse e paixão


A densidade de um sonho, o fazemos acordados. Pois dormindo, não transpomos barreiras e sim aceitamos um fato irrelevante a matéria concreta. Através da busca, tornamos a alegria em pura realidade, no poder do sentir e tocar ao deleite da matéria. Puro feudalismo sine die, da satisfação de nossos desejos em vida.

Sonhar é bom e viver um sonho é melhor ainda!




Fernando A. Troncoso Rocha