sábado, 20 de agosto de 2011

Um minuto para o amor



Vives dentro de mim
Onde a mão da noite nos escondeu,
Pois a glória adormeceu.
Sonhei com a eternidade
Sobre a vestal de tua pureza,
Entre os esparsos sopros dos ventos.
Abro todo meu peito, que chorou,
Nesta louca comédia da vida.
Neste abismo sem luz,
O poeta é o vedado o paraíso.
Neste mundo estranho e bizarro,
Murmuro e bebo a crença do amor,
Pois sangrenta é a minha dor.
Sol de minha eternidade,
Tu que ensopas o meu sudário
Por teus filhos tão vis...
Sobre a sombra de tua glória,
Em que nós somos como borboletas,
Correm lágrimas candentes.
Triste, seguirei só e beijarei uma só mão
Que tem meu coração,
Mesmo como forasteiro que não tem onde pousar.
Esperarei a valsa em que tanto anseio,
Pois ela estua e palpita em meu coração,
Por beijar-te apenas.
Ando cansado de fugir de tenda em tenda,
Pois quem tem que vencer é o porvir
Em teu coração de asilo brando e feliz.

Fernando A. Troncoso Rocha

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