sábado, 20 de agosto de 2011

Desvelo


O mundo ficou feio,
pois meu amor morre dentro de mim;
frio como o mármore
neste poeta errante...

Fui sonho... Fui eco... Fui loucura...
em berço de cetim,
neste sonho de escravidão
que tenta marchar para vitória.

Deus fez de ti a virgem que vira noite perfumada
em meu leito de mazela que lacera-me o peito.
Neste incerto fado de liberdade peregrina,
cismado pela fragrância meiga de teu suave olhar.

Murmuro aqui ardente...
Leva-me... Leva-me...
A viver do aroma do amor
que embeleza e marcha em meu febril cantar.

Flamejante neste instante
como um véu transparente,
roça-me fantasmas por onde movo meus passos
caminhando em teu silêncio, que não me é ninho.

Fernando A. Troncoso Rocha

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