sábado, 20 de agosto de 2011

Bebendo perfumes


Sobre a fogueira humana dos desejos,
a dor se torna um desejo.
Itinerário escolhido por alguns grandes homens,
mas também, por inermes homens.

A dor, o frio e a solidão,
oscilando pela sacudida alegria
por cada afago de doce instante.
Nesta negra tormenta, é que fica medonha a terra.

Livre arbítrio humano!
Livrar-se da terra...
Profanar ossos como quem corre da vida,
Embriagando seu cérebro como se fosse uma doce bebida.

Mundo sombrio...
nos trilhos de constelações de idéias
no nosso asilo trêmulo, onde o prêmio é o céu
da rocha talhada pelo tempo.

O poeta mira o sol... mira a lua... mira às estrelas...
Em seu asilo trêmulo perante os abismos
que devora o mundo,
pois nesta profundeza obscura, o poema vira santo.

Fernando A. Troncoso Rocha

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