
Morrendo de amor
Eu queria morrer em teus braços,
Pois a morte seria o renascer.
Eu queria morrer em tua sombra,
Pois a morte seria a união dos corpos.
A morte dentro de mim
Seria só loucura em berço de cetim,
Na lira do poeta errante que existe dentro de mim,
Que em pranto, vem banhar-me na cruz...
Oh acaso que estes braços a sustém
Nesta essência ingrata que o perfume veste
Dos poros do universo que exalam;
Tão castos eram os brilhos volvendo aos lares.
Preguei-me no desespero de não poder abraçá-la
Botei fogo na mentira e na ciência
Pois havia perguntado ao mundo
E não houve respostas de tão assassina era a minha dor.
Fernando A. Troncoso Rocha
sábado, 9 de janeiro de 2010
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