domingo, 3 de junho de 2007

Escrevendo na noite fria.



Escrevendo na noite fria.


Na noite de minha elegia, tento fazer poesia.

Sem sono e cansado, em frente ao meu computador.


Meus amigos e amigas, já se foram!

Dormem seus sonos, em seus sonhos.

Refazem a vital energia de seus corpos.


Sem sono, tento fazer meu rito, escrever...

Tento adquirir minh’alma,

Em uma nova poesia.


De alma apagada, com meu cigarro e vinho barato.

Penso em só escrever!

Sinto sorrir o meu mau gosto,

Com meu desgosto, de minha mente vazia.


À noite... Oh silêncio...

E minha mente foge, minha vida foge,

Fogem meus pensamentos,

- Fogem...


Sinto inutilmente a vontade de escrever.

Flui sem piedade a falta do que escrever, só há silêncio!

Dentro da noite cinza fria, lá adormeço...

Mais vinho, mais cigarro e lá adormeço...


Só o que vejo, é meu beco!

Quem se importa...

Se meu amor poesia,

Vem de trairá e deixa-me em meu beco,

Sem eira e nem beira...


Que heresia, de meu próprio ser...

Por instante, gozo o beijo da mansa morte.

Tomo meu último cálice, apago meu cigarro,

Desmemoriado, do que ainda hei de escrever.


Fernando A. Troncoso Rocha

Nenhum comentário: