domingo, 3 de junho de 2007

A dama e o vagabundo


Fim de tarde ensolarado
A lua crescente surgia ao lado das estrelas sorridentes.

A dama, em seu olhar penetrante
Deslumbrava o vagabundo, em seu mundo delirante.

- Signos de aquários!

Quebravam-se os vidros, de seus universos delirantes
De mundos distintos e infames, ao olhar como debutantes.
Histórias de vidas indivisíveis uniam-se em plena harmonia.

Era a noite dos amantes, mas de amantes não se faziam
Mundos paralelos se mostravam, entre a dama e o vagabundo.

O olhar de praia que os unia,
formavam-se o cálido da voz de seus desejos.
Na noite musical convalescida em seus momentos
Conhecia-se o coração, que se fazia em seus desejos
Na doce e grave adoração do vagabundo.

Sentia a doce e divina fragrância da sublime dama que conhecia
Sutil afago na beleza de seus sentidos.
A noite passava-se e via-se o oceano azul da distância.

Nas pálpebras do vagabundo, surgia a mortiça luz do crepúsculo
Pétalas por pétalas, esfolhavam-se a morte de seus sonhos
Pois não podia ser diferente
Porque era o encontro, da dama e o vagabundo!


Fernando Troncoso.

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