domingo, 3 de junho de 2007

Corpo de mulher.


De cabelos curtos, de cabelos longos...
Macios, lisos, crespos, mas todos deslumbrantes.
Emolduram suas faces.

Faces cheias de falsetas com lindos olhos.
Olhos pretos, azuis, verdes e de cor de mel.
Olhos misteriosos, reveladores, intrigantes e inspiradores.

Bocas, doces bocas com seus lábios vis e quentes.
Molhadas com toda tua alma, molhada com todo teu veneno.
O lindo e quente veneno do amor.

Oh doce corpo, de pele macia e lisa como a fina seda!
Doce pele deslizante e delirante, moldada às rugas do tempo.

Brotam teus seios como uma linda flor.
Seios de alimento e de inexplicável desejo do amor.

Oh, doce corpo que me revela genitálias da vida e pecado.
Doce genitália que se revelam ao doce paraíso perdido.
Sugam com seus grandes lábios como doces vampiros.

Doce corpo ajoelha-me a ti.
Pois deste útero exalas-te meu ser.

Fernando Troncoso.

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