Rodeando o abismo
Rodeando o abismo
O vento da ansiedade
Fez-me tremer e agonizar
Com o grito embargado
Que conserva a presa
À espera do vedado éden
Quisera eu amar
Donde ninguém me ergue
Nas trevas e no horror
Que murmura o mau gosto
Firmando o paraíso no inferno
Mas como sou um gênio
De longe te vejo
Donde a brisa me traz mais amor
De tua terra de flores
Cheia de espinhos e rancores
Rolo-me em baratos
Navego no Dédalo profundo
Onde tudo é meu
E a razão já se me perde
À sombra deste arvoredo.
Fernando A. Troncoso Rocha



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