sexta-feira, 13 de junho de 2008

Rodeando o abismo


Rodeando o abismo


O vento da ansiedade

Fez-me tremer e agonizar

Com o grito embargado

Que conserva a presa

À espera do vedado éden


Quisera eu amar

Donde ninguém me ergue

Nas trevas e no horror

Que murmura o mau gosto

Firmando o paraíso no inferno


Mas como sou um gênio

De longe te vejo

Donde a brisa me traz mais amor

De tua terra de flores

Cheia de espinhos e rancores


Rolo-me em baratos

Navego no Dédalo profundo

Onde tudo é meu

E a razão já se me perde

À sombra deste arvoredo.


Fernando A. Troncoso Rocha

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