sábado, 7 de junho de 2008

Marginais, filhos do álcool


Marginais, filhos do álcool


Com prosas inextricáveis

E fórmulas pseudo-matemáticas

Para impressionar os incautos

Engordativos e dietéticos

De propriedades contraditórias


Bufões revolucionários

Pop!

Em boas piadas grosseiras

Na ditadura do proletariado do século XXI...

Que recicla o repertório

Com falas de Einstein


Filósofos de ética

Do terror jacobino

Em suas ironias

Infratora às autoridades

Contra o julgo opositor


Reticentes e independentes

Sob a pirotecnia de suas citações

Ocultam sua linguagem de bizantinismo

Empoeirados em idéias monstruosas

Donde tudo compensa,

Em nome de suas revoluções...


Programáticos de filósofos históricos

Escavam sebos de primeira infância

Réus sozinhos de suas marginalidades

Entre pequenos círculos de conhecimento

Ensaísticos à ficção de seus pequenos universos


Experiências de choques e desentendimentos

Raivosos e pitorescos

Cujo rompimento é sentido e não é claro

Às leis expressivas da sociedade

No mal-entendido da besta erudita


Mas há o lícito,

Em que qualquer filósofo

Lança a sua pregação

Na hospedaria protegida

Que trucida a sua mente

Senil de contos e ensaios marginais


Em belezas e suspiros

Que não economizam ferocidades

Anoto as devidas proporções

E digo!

Nem tudo que reluz é ouro

Nesta terra dos incautos


Encurralados de sabedoria,

Medíocres! Em suas casas de vã filosofia

Autoritário e segregado

Dos impuros as suas vis-à-vis filosofias

Destilam sabedoria,

Homeopáticas de vossas molecagens


Poderosos no mundo da ignorância

Intrinsecamente complicado

Do mundo maravilhoso e tresloucado

Em distinguir o melhor do pior

No frágil afeto de segurança emocional


Na farra cruel do despreparo para a vida

De escolhas pessoais, e patriarcados...

Em regras frígidas de alegre bagunça


Perturbados em seus dilemas fundamentais

Indiferentes e extravagantes...

No velho principio inegável e imortal

De honrar seus pais e suas mães

Espreitando a privada de Gomorra

Tentando nos entreter ao nada

Longe de serem os favoritos de Deus.


Fernando A. Troncoso Rocha

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