Marginais, filhos do álcool
Marginais, filhos do álcool
Com prosas inextricáveis
E fórmulas pseudo-matemáticas
Para impressionar os incautos
Engordativos e dietéticos
De propriedades contraditórias
Bufões revolucionários
Pop!
Em boas piadas grosseiras
Na ditadura do proletariado do século XXI...
Que recicla o repertório
Com falas de Einstein
Filósofos de ética
Do terror jacobino
Em suas ironias
Infratora às autoridades
Contra o julgo opositor
Reticentes e independentes
Sob a pirotecnia de suas citações
Ocultam sua linguagem de bizantinismo
Empoeirados em idéias monstruosas
Donde tudo compensa,
Em nome de suas revoluções...
Programáticos de filósofos históricos
Escavam sebos de primeira infância
Réus sozinhos de suas marginalidades
Entre pequenos círculos de conhecimento
Ensaísticos à ficção de seus pequenos universos
Experiências de choques e desentendimentos
Raivosos e pitorescos
Cujo rompimento é sentido e não é claro
Às leis expressivas da sociedade
No mal-entendido da besta erudita
Mas há o lícito,
Em que qualquer filósofo
Lança a sua pregação
Na hospedaria protegida
Que trucida a sua mente
Senil de contos e ensaios marginais
Em belezas e suspiros
Que não economizam ferocidades
Anoto as devidas proporções
E digo!
Nem tudo que reluz é ouro
Nesta terra dos incautos
Encurralados de sabedoria,
Medíocres! Em suas casas de vã filosofia
Autoritário e segregado
Dos impuros as suas vis-à-vis filosofias
Destilam sabedoria,
Homeopáticas de vossas molecagens
Poderosos no mundo da ignorância
Intrinsecamente complicado
Do mundo maravilhoso e tresloucado
Em distinguir o melhor do pior
No frágil afeto de segurança emocional
Na farra cruel do despreparo para a vida
De escolhas pessoais, e patriarcados...
Em regras frígidas de alegre bagunça
Perturbados em seus dilemas fundamentais
Indiferentes e extravagantes...
No velho principio inegável e imortal
De honrar seus pais e suas mães
Espreitando a privada de Gomorra
Tentando nos entreter ao nada
Longe de serem os favoritos de Deus.
Fernando A. Troncoso Rocha



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