segunda-feira, 12 de maio de 2008

Versos bonitos, mas furtados!


Versos bonitos, mas furtados!


Minha mãe dava grandeza à perdição
Meu pai dava a glória de um soldado
Meus olhos viajam em nuvens
Aos olhos a quem fomos estandarte

Indaguei perguntas na beira do abismo
Como qualquer revolucionário
Sentia algum tipo de presságio
Com o coração nos buscando prazer

Talvez de nossa luz companheira
Mostrássemos o olhar mais triste
Através de nossa pele mais escura

O amor-perfeito, d’onde sobrevoava a andorinha
Consumiu vorazmente o cúmplice silêncio
Chacoalhando os véus, murmuramos o adeus!


Fernando A. Troncoso Rocha

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