domingo, 2 de setembro de 2007


Crise existencial.

Cultivei amores e dores
Felicidade, que segredas coisas irreais.
Amei só aos pedaços
Afeiçoado em ser cruel.

Vida amarga!
O amor, uma paisagem erma
Frágil e dolorida.

Se dor fosse tudo na vida
A morte seria a essência do bem.

Tremo e derivo...
Aos pedaços do que amei
Onde a dor venceu.

Bem-aventurada a esperança
Onde morre a inconsolável mágoa
Que inquieta, ansiosa
Conforta como um dom sagrado.

Fernando A. Troncoso Rocha.

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